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Rolls-Royce Spectre

Em tempos de mudança

PMMEDIA Pub.
Por disciplinada, rígida e perfecionista é conhecida. No que toca ao mundo automóvel, a Rolls Royce (RR) é seguramente uma das mais premium. Talvez só lhe criticassem a faceta antiquada, por não aderir ao domínio das tecnologias da eletrificação. Mas, se até ao momento não existiam provas que o contrariassem, chega  agora o novo Rolls-Royce Spectre, o primeiro veículo elétrico da história da marca britânica.
Cumprindo os testes de resistência nos confins extremos de África do Sul, a mais recente novidade da Rolls Royce está pronta para arrancar. A condições severas de temperatura esteve sujeita, assim como a pisos de terra e de poeira que podiam afetar a refrigeração. Mas persistiu, e está pronta para seguir rumo à casa dos seus possíveis proprietários. Ansiado por muitos e desejado por outros, o Rolls-Royce Spectre não é um amor passageiro, nem tão-pouco uma paixão de verão. Trata-se de um expoente de excelência, que acompanha a exigência dos tempos. Um sinal de rotura, que marca a abertura de uma nova era.
Apenas a ausência dos tubos de escape denunciam a natureza elétrica do modelo, já que, silenciosa, a Rolls Royce o é há muito. O Spectre, conhecido como Super Coupé Elétrico Ultra-Luxuoso, segue-se pelos valores de espaço, requinte e comodidade, não prescindindo dos traços clássicos que à família são inerentes.

O primeiro veículo elétrico da história da marca britânica
O exterior majestoso, embebido em ouro, evidencia acabamentos em aço inoxidável e a Spirit of Ecstasy, a icónica estatueta da marca, é resultado de 830 horas de modelagem e testes. As jantes podem chegar às 23 polegadas, intensificando a sensação de imponência, e a panóplia de personalizações do modelo é infindável. O interior revela a aposta num luxo tecnológico, aliás, não será por acaso que o habitáculo é considerado o mais avançado da árvore genealógica.
As quase três toneladas de peso total do Spectre são repartidas pelos 5453 mm de comprimento, reunindo um valor de 430 kW de potência e 900 Nm de binário. Em 4,5 segundos a aceleração vai dos zero aos 100 km/h e saiba que a bateria, se tudo correr bem, só terá de ser carregada uma vez por mês. A autonomia máxima é de 418 km, mas a marca britânica pensou além. Os automóveis RR percorrem, em média, 4830 km por ano e, se fizermos as contas, percebemos que, por mês, não chega a ser utilizada a autonomia máxima do modelo. Há ainda muitas mordomias para quem tem o 100% elétrico, desde uma nova arquitetura digital com a designação Spirit até ao serviço que instala um carregador na garagem dos compradores do modelo.
Quebrando a monotonia das retas e fazendo poesia nas curvas, abram alas à era Rolls Royce 3.0, que acaba de divulgar o seu primogénito Rolls-Royce Spectre.
T. Joana Rebelo
F. Direitos Reservados